{"id":36408,"date":"2018-03-29T19:00:49","date_gmt":"2018-03-29T18:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.spirituc.com\/?p=36408"},"modified":"2018-03-29T19:00:49","modified_gmt":"2018-03-29T18:00:49","slug":"dia-nacional-do-doente-com-avc-31-de-marco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dev.spirituc.com\/?p=36408","title":{"rendered":"Dia Nacional do Doente com AVC \u2013 31 de Mar\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito do Dia Nacional do Doente com AVC (Acidente Vascular Cerebral), entrevist\u00e1mos Nuno Duarte que, aos 28 anos, inesperadamente, se deparou com este problema. Conhe\u00e7a a realidade de algu\u00e9m em que a vida mudou em segundos, e fique a par dos resultados do estudo b.health, desenvolvido pela Spirituc \u2013 Investiga\u00e7\u00e3o Aplicada, sobre o grau de conhecimento da popula\u00e7\u00e3o portuguesa sobre esta tem\u00e1tica, que atinge muitas pessoas no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os resultados n\u00e3o deixam d\u00favida: 88,2% dos inquiridos j\u00e1 ouviram falar em Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.) sendo que 92% lhe atribuem uma gravidade muito elevada. Outro dos dados que resulta deste estudo \u00e9 que 65,2% afirmam conhecer algu\u00e9m pr\u00f3ximo que j\u00e1 sofreu um AVC.<\/p>\n<p>Analisando aquilo que \u00e9 o grau de conhecimento da popula\u00e7\u00e3o sobre os principais sinais de alerta de um AVC (que, de acordo com o sistema nacional de sa\u00fade, s\u00e3o o desvio da face, a falta de for\u00e7a num bra\u00e7o e a dificuldade na fala) o estudo acaba por revelar um elevado desconhecimento por parte dos entrevistados, uma vez que apenas cerca de metade (52,8%) mencionou pelo menos um destes tr\u00eas principais sintomas. Destes sintomas, a dificuldade na fala \u00e9 o sintoma mais associado a um AVC (36,1%), seguido do desvio na face (34,3%) e, o menos reconhecido dos tr\u00eas, a perda de for\u00e7a num bra\u00e7o (21,3%).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nuno Duarte, sofreu um AVC aos 28 anos:<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cO meu caso foi uma esp\u00e9cie de \u2018agulha no palheiro\u2019\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FB_IMG_1522155469789.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-36413\" src=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/FB_IMG_1522155469789-300x300.jpg\" alt=\"Nuno Duarte - Dia Nacional do Doente com AVC\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/a>Enquanto as ondas lhe batiam na cara, enquanto lutava para dominar a bravura do mar e a pot\u00eancia do vento, enquanto desbravava todas as t\u00e1cticas que aprendeu para ser imbat\u00edvel em cima de uma prancha de surf, em todos esses momentos, em nenhum deles lhe ocorreu que da\u00ed a meia n\u00e3o conseguiria estar a fazer exactamente o mesmo.<\/p>\n<p>Com apenas 28 anos, um estilo de vida saud\u00e1vel e sem problemas relevantes, o mais improv\u00e1vel aconteceu na vida de Nuno Duarte. Em 2011, enquanto praticava um desporto que era (e ainda \u00e9) a sua grande paix\u00e3o, o gestor de projecto RH sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral).\u00a0 <em>\u201cSabia o que era, mas com aquela idade n\u00e3o me sentia pr\u00f3ximo do tema, nem fazia ideia que tipo de transtorno traria ao dia-a-dia de algu\u00e9m. N\u00e3o tinha excesso de peso, praticava desporto e era ex-fumador h\u00e1 anos, qual era a probabilidade?\u201d<\/em>, conta sem que a voz lhe trema, fruto da seguran\u00e7a que foi ganhando com o distanciamento de anos &#8211;\u00a0 sete mais precisamente &#8211;\u00a0 da hora em que tudo mudou na sua vida em segundos.<\/p>\n<p>Era um dia feio de Abril, que se tornou ainda mais cinzento com os acontecimentos que se sucederam e que o foram \u201catirando\u201d ao ch\u00e3o, pouco a pouco, como se partes do seu corpo se fossem desligando.<\/p>\n<p>De repente tinha apanhado uma onda gigante e pouco tempo depois, fazia um esfor\u00e7o inimagin\u00e1vel para subir a muralha de uma praia na Costa da Caparica para pedir ajuda. O bra\u00e7o esquerdo deixara de ter for\u00e7a sequer para arrancar do corpo o fato de surf que o sufocava e assim que alcan\u00e7ou \u201cterra firme\u201d foi a vez da perna, do mesmo lado, colapsar. <em>\u201cPercebi que algo de muito errado estava a acontecer. Sentia uma press\u00e3o enorme no peito, como se todo o sangue me estivesse a subir \u00e0 cabe\u00e7a. Quando perdi o movimento no bra\u00e7o e na perna esquerdas percebi que podia ser algo mesmo grave, e talvez porque tinha ouvido na r\u00e1dio, h\u00e1 pouco tempo, algo sobre o Dia Nacional do AVC, achei mesmo que podia estar relacionado\u201d<\/em>, recorda.<\/p>\n<p>Passado o susto inicial, como seria daqui para a frente, do que teve que abdicar um jovem de 28 anos depois de ter sofrido um Acidente Vascular Cerebral?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Antes deste &#8220;acidente&#8221; quais era os seus maiores \u201cpecados? <\/strong><\/p>\n<p>Os pecados que cometia eram mais a n\u00edvel do stress relacionado com o trabalho. Trabalhava muitas horas, dormia pouco. Quando temos 28 anos achamos sempre que conseguimos esticar um pouco mais a corda, mas depois o corpo ressente-se.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em algum momento, os m\u00e9dicos conseguiram identificar as causas deste AVC?<\/strong><\/p>\n<p>Foi uma aut\u00eantica inc\u00f3gnita. Achava que se descobrisse a causa haveria algum tipo de consolo, mas a verdade \u00e9 que foram feitos todos os estudos qu\u00edmicos (resson\u00e2ncia magn\u00e9tica com angiografia) e nada se descobriu. Fic\u00e1mos pela hip\u00f3tese de que poderia ser gen\u00e9tico, uma m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o. Cheguei a consultar o Prof. Ferro, um dos melhores neurologistas do pa\u00eds, que me descansou em rela\u00e7\u00e3o a uma poss\u00edvel \u201cr\u00e9plica\u201d. O meu caso foi uma esp\u00e9cie de \u201cagulha no palheiro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E depois do AVC, os m\u00e9dicos pintaram-lhe um &#8220;cen\u00e1rio negro&#8221; em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua recupera\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Foram todos bastante positivos, mas muito pouco concretos. Hoje percebo que ningu\u00e9m pode ser concreto quando se fala de sequelas de AVC e de eventuais recupera\u00e7\u00f5es de sequelas. Uma certeza todos tinham: eu era novo e isso trazia muita esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As suas sequelas foram apenas a n\u00edvel motor?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, felizmente a parte cognitiva n\u00e3o foi afectada. Fiquei com a parte esquerda do corpo imobilizada, e demorei cerca de dois meses para recuperar a marcha aut\u00f3noma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u201cComo vou apertar o bot\u00e3o da camisa da minha manga direita?\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0O que lhe deu for\u00e7a para lutar pela sua recupera\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Foi n\u00e3o ter bem a no\u00e7\u00e3o da gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Pensava que da\u00ed a uns seis meses estaria tudo perfeito, como dantes. Foi essa inoc\u00eancia, esse bloqueio da realidade, que n\u00e3o me deixou cair. \u00c0 medida que o tempo foi passando \u00e9 que me apercebi que, eventualmente, a recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria total, porque passado um ano ainda continuava com algumas dificuldades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Pode dar-nos um exemplo de algo muito simples que fazia e que deixou de fazer com a mesma facilidade?<\/strong><\/p>\n<p>Recordo-me de pensar e ter que \u201cestudar\u201d como me iria passar a vestir sozinho. Lembro-me de pensar: <em>\u2018como \u00e9 que vou apertar o bot\u00e3o da camisa da minha manga direita?\u2019<\/em>. Arranjei um estratagema: aperto sempre a manga direita antes de vestir a camisa. Outro exemplo, \u00e9 que a maior parte dos meus sapatos n\u00e3o t\u00eam atacadores, pois isso \u00e9 outra das dificuldades que tenho: apert\u00e1-los! Mas temos que nos adaptar \u00e0s circunst\u00e2ncias e superar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Que conselhos daria a algu\u00e9m da sua idade para ultrapassar um problema deste g\u00e9nero?<a href=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/395511_362194387139491_1650973373_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-36411\" src=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/395511_362194387139491_1650973373_n-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Acima de tudo para n\u00e3o desistir. A parte psicol\u00f3gica \u00e9 muito importante. A vida \u00e9 diferente, vai ser um pouco mais dif\u00edcil, mas nunca se deve desistir, pois s\u00f3 assim se conseguir\u00e1 chegar mais longe. Depois do AVC, face \u00e0s sequelas que tive, consegui continuar a trabalhar, continuo a fazer surf adaptado, tive um apoio muito importante da fam\u00edlia. \u00c9 muito importante sentirmo-nos apoiados, n\u00e3o nos julgarem, n\u00e3o pressionarem, porque \u00e9 um acontecimento brutal na nossa vida. N\u00e3o nos sentirmos inferiorizados pelas pessoas que nos s\u00e3o mais pr\u00f3ximas \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Voltou ao surf, um surf adaptado \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica neste momento, pode contar-nos um pouco sobre esta experi\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o \u00e9 bem surf, \u00e9 mais uma esp\u00e9cie de bodyboard, porque n\u00e3o me consigo ainda colocar de p\u00e9 na prancha, mas vai ser poss\u00edvel faz\u00ea-lo no futuro. S\u00f3 ainda n\u00e3o aconteceu, porque n\u00e3o tenho dedicado o tempo suficiente como gostaria. O Tiago Rodrigues tem uma escola de Surf, e h\u00e1 uns anos empreendeu um grande projecto, o Surf Farol, com a inten\u00e7\u00e3o de levar para o mar pessoas com alguma incapacidade f\u00edsica e dar a oportunidade de voltarem \u00e0 praia. Foi a\u00ed que me voltei a encontrar com o mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/297184_296447880380809_1613444452_n.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-36409\" src=\"https:\/\/www.spirituc.com\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/297184_296447880380809_1613444452_n-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" \/><\/a>Que sensa\u00e7\u00f5es vive, hoje, quando est\u00e1 na \u00e1gua?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 onde tenho mais presente o antes e o depois, porque foi dentro de \u00e1gua que tudo aconteceu. Passa-me, por vezes, pela cabe\u00e7a por que raz\u00e3o n\u00e3o consigo voltar \u00e0quele dia e hora, quando a minha vida mudou radicalmente. Mais do que apertar o bot\u00e3o da camisa de forma diferente, fazer o n\u00f3 da gravata, mudar a fralda aos meus filhos, mais do que tudo isso, quando entro dentro de \u00e1gua vem-me sempre \u00e0 cabe\u00e7a o dia em que ainda fazia isto (surf) perfeitamente \u00e0 vontade, sem qualquer tipo de constrangimento. Hoje, ainda \u00e9 na \u00e1gua que realmente sinto \u201cesse fantasma\u201d do antes e do depois.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sente que, mesmo pensando sempre nesse antes e depois, conseguiu recuperar a sua vida o mais pr\u00f3ximo daquilo que era?<\/strong><\/p>\n<p>Penso que sim, j\u00e1 s\u00e3o mais os dias que n\u00e3o dou relev\u00e2ncia \u00e0quilo que n\u00e3o consigo fazer. J\u00e1 vivo o meu dia com uma naturalidade mais presente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>\u201cAinda n\u00e3o estamos preparados para lidar com pessoas diferentes\u2026\u201d<\/strong><\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Sente que os m\u00e9dicos est\u00e3o preparados para prestar apoio nas v\u00e1rias vertentes do problema (fisioterapia, psicologia, a adapta\u00e7\u00e3o estrutural em casa)?<\/strong><\/p>\n<p>Basta dizer que o Sistema Nacional de Sa\u00fade limita a 50 ou 60 as sess\u00f5es de fisioterapia ou terapia ocupacional, por ano. Este tipo de problema n\u00e3o \u00e9 resolvido em dois meses. Ainda hoje fa\u00e7o fisioterapia, simplesmente para manter a actividade muscular do meu lado esquerdo. Se eu n\u00e3o trabalhasse com regularidade esses m\u00fasculos, tudo atrofiaria mais rapidamente. Pago essas sess\u00f5es de fisioterapia do meu bolso, porque quando o nosso Sistema Nacional de Sa\u00fade nos \u201cd\u00e1 alta\u201d, acabou\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>J\u00e1 percebemos que a n\u00edvel pessoal se sentiu sempre muito apoiado. E a n\u00edvel profissional sentiu algum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o quero com isto estar a apontar o dedo, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o nos sentirmos diferentes. As pessoas olham-nos de forma diferente e n\u00e3o nos pedem as coisas da mesma forma. Ainda n\u00e3o estamos preparados para lidar com pessoas diferentes no local de trabalho. A integra\u00e7\u00e3o f\u00edsica at\u00e9 pode existir, como adaptar uma rampa ou uma casa de banho, mas na cabe\u00e7a das pessoas a defici\u00eancia que o outro tem est\u00e1 l\u00e1 sempre.<\/p>\n<p>Hoje compreendo, porque j\u00e1 vivi dos dois lados, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil\u2026 e \u00e9 por isso que n\u00e3o estou aqui a querer apontar o dedo. As pessoas s\u00f3 n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o do que algu\u00e9m com sequelas de AVC tem de ultrapassar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que sentiu que a n\u00edvel pessoal poderia \u201cfazer a mais\u201d sem as sequelas do AVC?<\/strong><\/p>\n<p>Posso dizer que depois do AVC j\u00e1 fui pai duas vezes, e tem um impacto grande em rela\u00e7\u00e3o ao que conseguimos ou n\u00e3o ajudar em casa com os nossos filhos. Pensamos sempre: \u201ce como \u00e9 que seria se eu n\u00e3o tivesse tido um AVC?\u201d. Ainda hoje, sete anos depois, n\u00e3o deixo de fazer essa distin\u00e7\u00e3o. Pergunto-me se estaria a fazer as mesmas coisas, se estaria no mesmo lugar. \u00c9 dif\u00edcil ultrapassar esse marco na nossa vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A prop\u00f3sito do Dia Nacional do Doente com AVC (Acidente Vascular Cerebral), entrevist\u00e1mos Nuno Duarte que, aos 28 anos, inesperadamente, se deparou com este problema. 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